sexta-feira, 13 de junho de 2008

Visita à Tetra Pack (Entrevista)

No dia 10 de Abril fizemos uma visita ao Braga Parque, mais concretamente a uma exposição da empresa sueca «tetra pack».
Havia escolas convidadas como por exemplo E.B.1 de Maximinos E.B.23 Apúlia e nós formandas da Inovinter.

O nosso trabalho baseou-se numa entrevista a uma professora do 1º ciclo, que passamos a apresentar de seguida:


P. Que tipo de crianças tem na sua sala de aula?
R. São miúdos que frequentam o 3º e 4º tem dificuldades de aprendizagem, diligências a nível psicólogo, e crianças muito carenciadas a nível de afecto e financeiro.

P. Tem bom relacionamento com as crianças com mais dificuldade?
R. Sim, gosto da minha profissão, principalmente com crianças muito problemáticas. Tenho alguns abandonados pelos pais, órfãos de pai ou mãe, outros em que os pais não têm para criarem os filhos porque são toxicodependentes ou metem-se no álcool, não tem emprego, não tem casa.

P. Quais são as idades dos seus alunos?
R. Tenho alunos com idades entre oito e nove excepto, um com dez anos que ainda esta aprender a ler e escrever e outro já tem onze anos que mesmo sem saber ler vai transitar para o 4º ano.

P. Acha que é justo passar um aluno com Q I baixo só porque tem idade?
R. Acho que não, mas devido ao menino ter 11 anos de idade é permitido, por lei transitar para o próximo ano lectivo. Também tenho um que vivia nas ruas e foi acolhido na instituição. Outro com dez anos ainda esta a aprender a ler, outro ainda com paralisia cerebral. Como vêem temos na mesma turma crianças com falta de afecto, problemas de saúde e dificuldades de aprendizagem, mesmo que estes alunos tenham uma ou duas horas de ensino especial, não chega. Por isso tenho o dever como cidadã de lhes dar carinho, porque eles constantemente me pedem beijos, abraços, muito afecto.

P. Visto que estes alunos são problemáticos não existe um auxílio da parte do Ministério da Educação?
R. Sim existe, mas é muito pouco neste momento estes meninos tem apenas por semana uma ou duas horas de ensino especial. Depois determinar o primeiro ciclo é reencaminhado para o Colégio de La Salle, em Barcelos. Mas na minha opinião, estas crianças no futuro não serão grandes homens. Este ensino não está adequado para este tipo de crianças por falta de acompanhamento, eu dou o meu melhor mas se o Ministério da Educação colabora-se estas teriam no futuro mais sucesso.

Conclusão: Achamos que a professora foi fantástica, muito amiga dos miúdos, muito prestativa para nós. Entretanto demos por concluída a entrevista e trocamos palavras com mais dois professores de outras escolas. Na opinião de um deles, as auxiliares de educação só são competentes no primeiro ano depois não tem interesse. Concluímos que há professores que têm carisma e consegue educar os seus educadores, como algumas profissões. Enquanto outros fazem da profissão um dever. È por isso que enquanto não houver regras e competências de avaliação, não há qualquer entendimento entre a sociedade.

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